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Teste de contato (Patch test)

O que é?

O patch test, também denominado teste epicutâneo ou teste de contato, é considerado um ótimo procedimento para o diagnóstico da DERMATITE DE CONTATO ALÉRGICA, a qual é definida como uma resposta inflamatória alérgica na pele, resultante da exposição tópica de substâncias externas.

Clinicamente, a dermatite de contato se caracteriza pelo aparecimento de um eczema (inflamação cutânea) localizado na região do corpo em contato com o agente externo. Em uma fase aguda, pode provocar o aparecimento de coceiras, eritema (vermelhidão), edema (inchaço) e vesículas (pequenas bolhas) na pele.

Numa fase subaguda da irritação, podem ocorrer o rompimento das vesículas com formação de crostas. Já em uma fase crônica, a pele fica muito seca e com descamações, além de linhas de depressão (liquenificação).

As substâncias que desencadeiam a dermatite de contato podem estar presentes em diversos agentes, como cosméticos, medicamentos ou, até mesmo, plantas.

Exemplos de dermatite de contato:

  • Face: esmalte de unha, perfumes, loções pós-barba;
  • Pálpebras: esmalte de unha, aro de óculos, colírios, cosméticos;
  • Pescoço: perfume, material que a gravata é feito, algum material em colares, casacos;
  • Região peitoral: colares, sutiãs, sabões;
  • Axila: perfumes, talcos, desodorante e creme depilatório;
  • Mãos: luvas, anéis, moedas, volante de automóvel, gasolina;
  • Pés: sapatos (couro, borracha ou plástico), meias, medicamentos para os pés;

Como é realizado o teste:

O teste de contato pode ser feito por Alergologista e é realizado diretamente na pele do paciente, sendo considerado uma prova biológica in vivo.

O procedimento consiste em colocar as substâncias específicas em contato com a pele do paciente, provocando uma exposição ao alérgeno e produzindo áreas de dermatite, ou seja, funciona como um teste de provocação ao paciente.

É realizado em três etapas: num primeiro momento, 48 horas após o primeiro contato e 72 a 96 horas após o primeiro contato, onde o laudo só é possível após o término (última leitura – 72 a 96 horas).

A bateria de testes de contato padrão brasileira é composta por cerca de 31 substâncias, onde todas são padronizadas pelo departamento especializado de alergia dermatológica da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Existem baterias complementares que podem ser utilizadas mediante a necessidade do paciente.

Etapas do teste de contato:

  • As 31 substâncias (a maioria de consistência semi-sólida) são aplicadas em contensores (fitas adesivas sobre as quais são colocadas substâncias). As substâncias líquidas são aplicadas por último com um disco de papel de filtro sobre a gota;
  • A pele do paciente deve ser desengordurada com algodão embebido com álcool ou éter no dorso (costas);
  • Os contensores com as substancias são aplicados e deixados no dorso do paciente por 48 horas. Nestas 48 horas, o paciente não poderá molhar a região;
  • Após 48 horas, o teste é removido. O local onde os contensores estavam é identificado para a próxima leitura de 72 – 96 horas.

Quando o teste de contato for negativo, provavelmente, a substância envolvida é um irritante primário, já que a dermatite acontece sem envolvimento de mecanismo alérgico ou trata-se de um outra doença ou existe outra substância que não foi testada nesta bateria. Enquanto que teste de contato positivo indica dermatite alérgica de contato àquele alérgeno.

Cuidados que devem ser tomados antes da realização do teste:

  • O teste não deve ser realizado na vigência de lesões ativas (agudas);
  • Anti-histamínicos não interferem no resultado do teste;
  • Corticosteroides sistêmicos (via oral ou injetáveis de depósito) podem interferir no resultado por 30 dias e, por isso, devem ser suspensos neste prazo;
  • O uso de corticoides tópicos no local da aplicação do teste devem ser evitados por 15 dias;
  • O paciente não deve ser submetido à exposição solar 15 dias antes do teste;
  • Drogas imunossupressores (azatioprina) podem negativar o teste;
  • Recomenda-se evitar a realização do teste na gestação.

Uma vez identificada a causa da alergia, o paciente deve evitar entrar em contato com a mesma. O médico especialista indicará alternativas quanto a sua proteção para melhorar sua qualidade de vida.

Nossos profissionais: Paula Albuquerque

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